O PREVCOM MS rendeu 0,96% em agosto, superando a meta do período, de 0,05%. O resultado foi favorecido, principalmente, pelas exposições em ativos atrelados ao CDI, que mantiveram desempenho consistente diante do cenário de juros ainda elevados.
Com a Selic em 14,00% a.a., mesmo após o quarto corte consecutivo, os fundos indexados ao CDI, que representam 47,2% da carteira, renderam 1,10% no mês, e os fundos de renda fixa de gestão ativa (10,1% da carteira) renderam 0,84%. Juntos, foram os principais responsáveis pelo desempenho.
Já os títulos públicos da carteira própria (27,8% da carteira, majoritariamente NTN-B marcada na curva) renderam 0,54%. Apesar do leve recuo das taxas de juros de longo prazo, tiveram a remuneração reduzida pela deflação, uma vez que sua atualização acompanha o IPCA.
O segmento de crédito privado, que representa 14,2% da carteira, apresentou rentabilidade de 1,11% no mês, acima do CDI, favorecido pelos juros elevados pagos pelos títulos e pela estabilidade dos prêmios de crédito, que seguem próximos das mínimas históricas.
Os investimentos em ações brasileiras, que representam 0,7% da carteira, apresentaram rentabilidade de -0,56% em agosto, em linha com o Ibovespa, que recuou 0,33% no mês, pressionado pela saída líquida de cerca de R$ 18,6 bilhões de investidores estrangeiros, a maior do ano.
Os investimentos no exterior deixaram de compor a carteira em agosto devido ao desempenho abaixo do esperado nos últimos anos frente aos seus indicadores: índice de bolsas dos países desenvolvidos (MSCI World) e índice de bolsas europeias (MSCI Europe). Os dois fundos em carteira foram integralmente resgatados e os recursos foram alocados em títulos públicos pós-fixados (LFT).




